Segurança em shoppings: a importância da revisão contínua

A gestão operacional de segurança é realizada diariamente pelos estabelecimentos. Porém, ainda é necessário fortalecer o monitoramento de riscos, os treinamentos dos agentes e, também, as auditorias.

As notícias sobre roubos, furtos e assaltos em shopping centers têm sido recorrentes em todo o Brasil. Se antes o alvo eram as joalherias, hoje são as lojas de telefonia, caixas eletrônicos e estacionamentos. E, amanhã, outros estabelecimentos acabarão ilustrando as capas dos jornais.

Os crimes se modificam e, com o avanço das tecnologias, ganham mais modernidade em suas ações. Da mesma forma, as medidas de segurança devem ser testadas e revisadas de maneira contínua, prevenindo-se a violência, assegurando vidas e, também, garantindo a saúde e a integridade dos negócios.

Um projeto efetivo de segurança contempla uma estrutura baseada em três pilares fundamentais:

  1. identificação de vulnerabilidades e análise de riscos;
  2. elaboração e implantação do modelo de segurança;
  3. gestão e ciclos de auditoria.

Uma série de ações precisa ser realizada ao longo das etapas. Elas vão desde a criação da política de segurança e avaliação dos profissionais contratados até o posicionamento dos equipamentos tecnológicos e adequação dos procedimentos de rotina e emergência e dos recursos da central de monitoramento.

Porém, em muitos casos, mesmo com todo o projeto de segurança elaborado, os shoppings continuam sendo palco de novos crimes – e, assim, sofrem com a perda de clientes e de lojistas e com todo o prejuízo que esses resultados podem causar.

“Para a segurança efetiva de um estabelecimento como os shopping centers, em que há alta circulação de pessoas, dinheiro e produtos de alto valor agregado, não basta apenas ter tecnologia de ponta e profissionais capacitados. É preciso fazer a melhoria contínua dos processos e soluções já existentes e, com o surgimento de novos riscos, adotar medidas de prevenção e mitigação dos mesmos”, explica Alexandre Vila Nova, gerente de projetos da ICTS Security.

A melhoria contínua dos processos e soluções já existentes consiste em investir em atividades periódicas, que têm como objetivo analisar se o projeto de segurança está sendo seguido da maneira como foi concebido, bem como identificar novos e potenciais riscos – às pessoas e ao negócio – e, assim, preveni-los. É o caso, por exemplo, de monitoramentos em redes sociais, que permitem verificar a ocorrência de eventos ocasionais como os “rolezinhos” e planejar uma operação para garantir maior segurança.

Na prática, algumas dessas atividades ainda passam desapercebidas pelos gestores ou são realizadas apenas no momento da implantação do shopping, abrindo graves lacunas na efetividade da segurança desses empreendimentos. Como recomendação de soluções periódicas a serem adotadas, estão:

 

  1. Diagnóstico e monitoramento de riscos

De extrema importância, esse diagnóstico deve ser revisado regularmente, com foco nos riscos inerentes aos shoppings e naqueles não identificados anteriormente, que podem vir a surgir, inclusive, com o avanço das tecnologias.

 

  1. Treinamentos das equipes e agentes de segurança

Aqui, o objetivo é preparar os profissionais para identificarem sinais suspeitos, garantir a execução e entendimento dos procedimentos de rotina e emergência, bem como atualizá-los sobre as principais tendências do setor de segurança.

 

  1. Ciclos de auditoria

Tela de visão geral de dashboard das respostas, utilizada em software de Auditoria de Segurança da ICTS Security.

Verificação in loco do projeto de segurança, por meio de plataforma digital com checklist para avaliação da execução dos procedimentos e ações, execução de simulações e testes e posterior elaboração do Plano de Ação para adequação das falhas ou não conformidades levantadas, colocando em prática o ciclo de melhoria contínua na segurança.

“Os projetos de segurança não podem ser estáticos. Na mesma velocidade em que as ações criminosas mudam, é preciso monitorar os riscos e avaliar constantemente a segurança dos shoppings, preparar os agentes e estar pronto para atuar em qualquer ocasião”, ressalta Alexandre Vila Nova.

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