Oito pilha é um real e a força do roubo de cargas no comércio ilegal

O cenário de vendas ilegais externado em um país míope e cada vez mais desigual.

Herdeiro de uma condição socioeconômica questionável e mergulhado em uma crise monetária que assola o país há pelo menos quatro anos, o cenário do Brasil corrobora para uma atualidade onde querer trabalhar exige muito mais que capacitação. A escassez de vagas e o escoamento do emprego desfavorece uma classe que já não contava com oportunidades ao seu favor.

O comércio ilegal inserido em nosso cotidiano

A cena do vendedor ambulante torna-se uma constante em cada estação de metrô, onde vagões viram lojas de aparelhos tecnológicos dos mais diversos tipos e cores. Os gadgets estão à disposição das centenas de passageiros, que dividem seu espaço com ofertas literalmente ambulantes.

Tem para todos os gostos, tem para todos os bolsos. O emprego informal deixa velada a procedência dos produtos e cede espaço para a conivência de uma população que enxerga nos vendedores ambulantes apenas brasileiros em busca de renda para a sobrevivência. O contraponto dessa cumplicidade vai muito além do olhar comum dos cidadãos.

O moço que vende “oito pilha a um real” é, na maioria das vezes, um filho passivo do roubo de carga – mesmo sem saber que faz parte de um esquema fraudulento. O comércio ilegal de produtos é, portanto, um dos fatores ligados às múltiplas situações originadas do roubo de cargas, um crime que permanece sem controle nas principais regiões brasileiras.

Recentemente, em um conceituado fórum sobre o tema, foi demonstrado que Rio de Janeiro e São Paulo – o primeiro, reconhecido pelo seu poder bélico e o segundo, por registrar um caso de roubo de carga por hora – permanecem na liderança deste grave problema, que já afeta a malha de transporte e distribuição de todo o país.

A realidade socioeconômica e a segurança pública

Alimentos frigorificados, eletroeletrônicos e bebidas elencam o topo das cargas mais furtadas. Porém, o problema é ainda maior e traz duas constatações. A primeira, e já externada neste artigo, está ligada ao cenário e/ou ambiente econômico. A segunda, portanto, diz respeito à segurança pública.

A população desempregada movimenta um mercado paralelo associado à crise moral e ética pela qual o brasileiro passa. Feiras intituladas “robautos”, “feira do rolo”, entre outros nomes, são verdadeiros mercados a céu aberto onde produtos advindos de roubos e furtos são expostos e vendidos. Um comércio que passa pelas comunidades e segue em direção às estações de trens, metrô e ônibus.

A falta de investimentos em segurança pública agrava ainda mais o cenário atual, deixando a população à mercê de uma segurança fragilizada e precária, já que assistimos à impunidade de receptações e à falta de investigações por parte dos órgãos públicos. Com um sistema fragilizado, o crime organizado se estrutura cada vez mais e, assim, as cargas roubadas viram uma parte importante da receita de facções.

A logística do crime que movimenta milhões

A logística dos interceptadores é uma aula de escoamento estratégico à parte, a exemplo dos caminhões interceptados em estradas e levados para a entrada de comunidades. Estamos falando de uma entrega expressa na porta da casa dos marginais, sem o menor esforço logístico.

Com a estrutura de grandes empresas, onde os processos são muito bem planejados para refletir em bons resultados e rendimentos, o mercado do crime de roubo a cargas garante o lucro e constrói o seu império. Estudos feitos por institutos especializados em segurança pública mostraram que os criminosos lucram com o roubo de cargas, em um único dia – somente no Rio de Janeiro -, mais de um milhão de reais, quantia esta que seria arrecadada em mais de uma semana vendendo drogas.

Esta discrepante realidade clama por medidas urgentes e resolutivas para a sociedade como um todo. O roubo de cargas impacta empresas de grande e pequeno porte juntamente com a população. A arrecadação é compactada todo mês em milhões, um prejuízo sem precedentes.

Medidas certas podem reverter o cenário

Atualmente, o combate efetivo baseia-se em ações no campo político, capitaneadas por associações e outras entidades que trafegam com cartas e ofícios de solicitações com macro ideias, mas sem prazos definidos. Nada de concreto.

Resta neste cenário a proatividade da iniciativa privada. Entender, decidir, investir e realizar uma gestão de mudanças. Enquanto isso não acontece, as empresas especializadas em segurança têm se tornado uma opção para as companhias que desejam refrear o roubo de cargas e todos os seus desdobramentos corporativos e sociais.

Seja com o uso de tecnologias para gerenciar riscos ou em procedimentos para analisar possíveis gargalos ligados à falha humana, o esforço das empresas significa um grande passo no âmbito social para evitar a proliferação de mais filhos indiretos do roubo de cargas.

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