Aumento nos índices de roubo de cargas: como prevenir?

Nos últimos anos, os casos de roubo de cargas tiveram aumento expressivo e acompanham a atual crise de segurança no país.

Modalidade antiga de crime, o roubo de cargas acontece desde os tempos mais remotos.
A novidade é o aumento significativo das proporções dessa atividade ilícita, uma das consequências da atual crise na Segurança Pública enfrentada pelo nosso país.

Entre os anos de 2011 e 2016, os roubos de carga custaram mais de 6 bilhões à economia brasileira, conforme aponta dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), comprometendo assustadoramente o lucro das empresas. Ainda segundo a Firjan, um caminhão é roubado a cada 23 minutos no país. Somente Rio de Janeiro e São Paulo concentraram, em 2016, 84% dos 22.550 casos registrados no Brasil.

A degradação da força do estado de direito e a crise econômica somadas à uma população carente desassistida formam um ambiente propício para que os índices de roubo de cargas aumentem. Além disso, a polícia possui especialização para atuar contra o tráfico de drogas, roubos a bancos, sequestros e outras modalidades, mas não está devidamente preparada para o combate específico ao roubo de cargas.

A interceptação de veículos de carga que transportam mercadorias diversas tornou-se uma prática comum e especializada. Ainda que as empresas, embarcadoras ou transportadores busquem proteger-se, as organizações criminosas acompanham os avanços em tecnologia e mostram-se cada vez mais capazes ao cometerem esse tipo de delito, burlando os sistemas adotados para proteção. Mostram-se, também, cada vez mais conhecedoras de rotas alternativas pouco visitadas pela polícia, fato que facilita a fuga e o destino dado às mercadorias roubadas.

Quais as alternativas para prevenção?

Utilização de veículos blindados, rastreamento via satélite com inteligência anti-jammer (anti bloqueador de sinais), definição de rotas seguras, planos robustos de gerenciamento de riscos: essas são algumas das medidas a serem tomadas pelas organizações, a fim de evitar a redução de perdas ocasionadas pela interceptação dos criminosos.

Para que o uso combinado destas práticas produza efeitos reais é fundamental contar com apoio técnico especializado, que integre os sistemas e opere com eficiência e profissionalismo.

Dificultar a ação de bandidos de modo a tornar-se um alvo mais difícil já não é uma alternativa suficiente. É necessário desestimular a ação criminosa e tornar a atividade menos atrativa. Empresas que ainda não trilham esses caminhos devem repensar com urgência suas práticas de segurança e proteção aos riscos a que estão expostas.

Sete passos para sua empresa driblar o roubo de cargas

1. Não corra riscos desnecessários. Lembre-se de que vidas, imagem reputacional e market share estão envolvidos.

2. Adapte-se ao necessário e garanta processos sempre seguros.

3. Mesmo que a sua organização tenha um plano de seguro, não descanse e lembre-se
que a meta deve ser sempre que o produto chegue até o cliente final.

4. Cuide da imagem da companhia e garanta que o produto não esteja sendo comercializado de forma indevida em estações rodoviárias, dentro de trens ou em feiras de mercadorias roubadas.

5. Conscientize todos os colaboradores envolvidos no processo. Traga todo o time para
o jogo, com clara visão de pertencimento para cada um.

6. Tenha uma assessoria com profissionais verdadeiramente qualificados para identificar
as vulnerabilidades da sua empresa. Será ela quem vai montar um plano de segurança realmente efetivo, deixando de lado medidas paliativas e que não suportarão a magnitude que tem o problema de roubo de cargas.

7. Invista em segurança e em tecnologia. A escolha de uma escolta armada com mão de obra especializada é o primeiro passo. Logo após, dispositivos de rastreamento potentes, que impeçam a ação de um criminoso, são fundamentais para a gestão de segurança da carga.

Investindo na proteção e na segurança da sua empresa

Ainda é mais seguro e econômico realizar investimentos que repassar os custos das perdas para o seu cliente ou, então, negociar o compartilhamento desse custo social com empresas seguradoras – que já indicam a contratação de empresas especializadas em gestão de riscos ou, até mesmo, não aceitam realizar a cobertura das cargas.

A máxima “prevenir é melhor que remediar” precisa ser aplicada. É prudente que as empresas contratem serviços especializados, que as tornem menos vulneráveis a roubos e à violência, em vez de esperar que grandes prejuízos aconteçam para atentarem-se à situação. Lembre-se sempre que um caso de roubo de cargas não diz respeito somente aos prejuízos materiais, mas, também, às vidas que podem tornar-se vítimas dessa modalidade de crime.

Tem alguma dúvida sobre o roubo de cargas? Deixe um comentário ou entre em contato conosco!

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